Desponta a ponta e tonta, conta a medronta
...Eu bem sei, meu Amor, que pra viver São precisos amores, pra morrer, E são precisos sonhos para partir... (Florbela Espanca)
Pode ser que a imagem do teu ser assim, tão docemente
E reler os teus escritos, feitos assim, tão de repente
Tragam a mim o amor arrebatador
Como nunca houvera de ser chamado
Estranho amor
_ _
Talvez meu coração
Seja apenas a parte mais medronta da minha alma.
Medronta. Palavra inventada.
Porque não há medrosa nem medonha que defina ser medronta.
Aquela que é amendrontada.
O que foi passou, acabou-se e está feito.
Foi. Do verbo ir. Irregular.
Imperfeito.
O que há de ser, será.
Será, do verbo ser.
Como regular, absolutamente virá.
E o que foi... Bem, caminhou com as próprias pernas.
Escrito por tatilazz às 21h22
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