Matiz
"Sou como você me vê Posso ser leve como uma brisa, ou forte como uma ventania, depende de quando, e como, você me vê passar" (Clarice Lispector)
Quando você me beijou Vestíamos azul Eu, turquesa Você, petróleo Preciosa você me vê Raro eu te olho Dois tons, dois mundos Em frente a casa Uma cor.
Escrito por tatilazz às 17h56
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Viagens
"Lutar com as palavras é a luta mais vã. Entretanto lutamos, mal rompe a manhã" (Drummond)
Certas vezes, ao pensar na palavra - essa pedra no meio do caminho ou degrau de nossa expressão - em sua forma morfológica, acredito que ela pode ser ressignificada continuamente. Pensar nas vezes em que disse "adeus", nesses últimos tempos e nos que ainda direi, fez-me acreditar que a palavra pode, às vezes, expressar perfeitamente o que sua forma morfológica significa. Coisa estranha essa de ficar teorizando nossa argumentação, por mais que sejam só devaneios de alguém que precisa começar a consertar o mundo e não sabe por onde começar...
A - prefixo de negação, supressão, falta, como em anarquia (falta de governo), anestesia (ausência da sensibilidade).
E por que não seria A-DEUS a negação de Deus, a negação do que é supremo? A-deus é a não onipresença entre dois ou mais corpos. Dizer a-deus é deixar de ser onisciente sobre o que o outro faz, nem que seja pelos segundos que está com a gente. Dizer a-deus é deixar de ser onipotente sobre o outro, ou pelo menos de poder achar que é.
Escrito por tatilazz às 22h18
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